Como a ameaça de tarifa de 50% dos EUA pode abalar a logística farmacêutica no Brasil

30 de julho de 2025 #Logística, Blog
A possibilidade de uma nova onda de protecionismo vinda dos Estados Unidos, com ameaças de tarifas que podem chegar a 50% sobre produtos importados, acendeu um alerta em toda a indústria brasileira. Para um setor tão sensível e globalmente integrado como o farmacêutico, a questão vai muito além da economia: ela atinge a cadeia de suprimentos e, consequentemente, a saúde.

Na Temp Log, estamos de olho nesse cenário geopolítico. Entender as possíveis consequências é o primeiro passo para criar estratégias e garantir que a logística continue a operar com a máxima eficiência e segurança.

A ameaça de um “tarifaço” e a indústria farmacêutica

A proposta, ventilada por Donald Trump, de aplicar uma tarifa que pode chegar a 50% sobre produtos brasileiros, coloca o país em uma posição de vulnerabilidade. Os Estados Unidos não são apenas um parceiro comercial estratégico, mas também um player fundamental no ecossistema farmacêutico global.

Como essa ameaça se traduz em impactos reais para o nosso setor?

Impacto na importação de insumos e equipamentos

Embora a maior parte dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) que o Brasil importa venha da Ásia, os EUA são um fornecedor vital de outros componentes críticos.

O Brasil importa dos EUA uma quantidade significativa de medicamentos prontos, especialmente terapias inovadoras, oncológicos e produtos biotecnológicos que não possuem produção nacional. Uma tarifa de 50% sobre esses itens representaria um aumento de custo devastador, com impacto direto no sistema de saúde público e privado.

Reagentes de diagnóstico, equipamentos de laboratório e componentes para a produção farmacêutica são frequentemente importados dos EUA. Tarifá-los significa encarecer a produção e a pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil.

A importação desses itens exige processos de desembaraço aduaneiro ágeis. Um aumento tarifário adicionaria uma camada de complexidade financeira e burocrática, podendo gerar atrasos e custos imprevistos que comprometem a integridade da operação.

Impacto na exportação com barreiras para o produto nacional

Para a indústria farmacêutica brasileira que busca expandir sua presença global, os EUA são um mercado-alvo essencial. O Brasil exporta produtos farmacêuticos, especialmente do segmento de saúde animal e alguns medicamentos genéricos.

Uma tarifa elevada tornaria o produto brasileiro inviável no mercado americano. O custo final para o consumidor ou distribuidor nos EUA seria tão alto que eles naturalmente buscariam alternativas em outros países com tarifas menores.

A imprevisibilidade e o risco de barreiras comerciais desestimulam investimentos na ampliação da capacidade produtiva voltada para a exportação. Para que investir em linhas de produção que atendam aos padrões da FDA (Food and Drug Administration) se o acesso ao mercado pode ser subitamente bloqueado por uma tarifa?

Logística com mais risco, pressão e custo

A logística farmacêutica, que opera com margens de erro mínimas, seria uma das áreas mais pressionadas por esse cenário. As empresas seriam forçadas a reavaliar suas cadeias de suprimento, isso poderia significar buscar novos mercados para exportação e novos fornecedores para importação, resultando em um redesenho completo das rotas logísticas globais.

A instabilidade e o maior valor agregado (devido às tarifas) sobre as mercadorias podem levar a um aumento nos custos de frete e, principalmente, do seguro internacional de carga, que é calculado sobre o valor total da mercadoria.

Com margens espremidas pelas tarifas, a eficiência logística deixa de ser um diferencial e se torna uma questão de sobrevivência. Cada centavo economizado no transporte, na armazenagem e na gestão de estoque se torna vital. A otimização de rotas e o monitoramento em tempo real para evitar perdas tornam-se ainda mais importantes.

Preparação é a melhor resposta

A ameaça de tarifas por parte dos EUA é um lembrete contundente de que a geopolítica pode redesenhar o mapa do comércio global da noite para o dia. Para a indústria farmacêutica, os riscos são claros e afetam desde o custo do medicamento na prateleira até a competitividade internacional do país.

A resposta para essa instabilidade está na resiliência, diversificação e inteligência logística. É preciso diversificar mercados, fortalecer o Mercosul e outros blocos comerciais e, acima de tudo, contar com um parceiro logístico que possua a tecnologia e a expertise para cenários complexos.

Estamos preparados para oferecer soluções logísticas inteligentes e adaptáveis, garantindo que, mesmo diante das ações geopolíticas, a sua carga chegue ao destino com a segurança e a integridade que a saúde exige.

Nossa equipe está pronta para analisar seus desafios e desenhar uma solução logística que traga segurança, eficiência e resiliência para sua empresa.

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