Brasil lidera ranking de corrupção empresarial. Como lidar com isso?

Ricardo Agostinho Canteras
Brasil lidera ranking de corrupção empresarial. Como lidar com isso?

Nos últimos tempos, o tema “Compliance” tem se tornado recorrente em nossas conversas aqui na Temp Log, muito por causa do empenho do nosso diretor, Cadu Buran, em incorporar esse conceito aqui na empresa. Isso faz com que essa pauta fique sempre em nosso radar. E, a partir disso, fui impactado por uma pesquisa, divulgada em abril desse ano, que dizia que o Brasil é o líder em suborno e corrupção nas empresas. E isso, obviamente, gerou uma imensa discussão entre nós.

Só para contextualizá-los sobre a pesquisa, divulgada em abril de 2018, ela foi feita em caráter global, pela empresa de consultoria e auditoria Ernst & Young (EY), que ouviu 2.550 executivos de 55 países, e mostrou que 96% dos profissionais brasileiros entrevistados revelam que as práticas de suborno ou corrupção ocorrem amplamente nos negócios.

Vale lembrar que, segundo a própria Organização das Nações Unidas (ONU), a corrupção é sim uma violação aos Direitos Humanos, e deve ser combatida a qualquer preço. Agora, quando falamos da corrupção no ambiente corporativo, o que gera extrema polêmica é definir qual o limite da linha tênue entre corrupção, relacionamento e um “agrado”.

Quando o tema é voltado para o poder público, no Brasil, sabemos que é expressamente proibido, é crime, oferecer qualquer tipo de valor ou benefício em troca de vantagens comerciais. Diferente dos EUA, por exemplo, onde o lobby é permitido, tanto na relação governamental, quanto corporativa, inclusive, com as empresas tendo verbas específicas para utilizar em eventos, presentes, entre outras vantagens.

Como aqui no Brasil o lobby não é permitido, existe sempre esse limite que gera a dúvida onde até que ponto está se infringindo uma regra. Alguns especialistas dizem que oferecer qualquer coisa que tenha custado algum valor monetário já pode ferir regras de Compliance, ou códigos de ética. Já, outros profissionais da área são mais flexíveis em relação a isso.

Acreditamos que o mais importante seja refletir sobre o assunto, trazendo como pauta do dia a dia de um negócio e/ou, como em nosso caso, incorporando os conceitos do Compliance em nossa instituição, distinguindo bem esse “limite” da cordialidade que faz parte de nossa cultura.

Cada empresa possui uma identidade e peculiaridade, porém é importante estar a par do que realmente é Compliance e, principalmente, criar práticas para que nenhuma ação seja prejudicial na relação com os diversos stakeholders, mantendo o bom clima porém de forma ética e “saudável”.

Como sua empresa lida com esse tema? Possui uma área específica de Compliance? Comente aqui e vamos continuar essa reflexão.

 

CONTEÚDOS RICOS

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